DICÃO da Semana

Você não deve ter percebido mas já faz um tempinho que não escrevo, infelizmente a vida é cheia de compromissos. Mas para tirar o atraso, resolvi preparar um post com belas novidades das últimas semanas.

  • Arctic Monkeys – AM

Esse disco não é novidade pra ninguém, todo mundo queria, todo mundo estava ansioso e ele veio, no dia 9 de setembro de 2013, o 5º álbum dos Monkeys mostra boas novidades da banda.

O ar POP de AM é claríssimo, dá pra perceber, nesse disco, uma soma das duas fases que fazem parte da carreira já muito bem consolidada dos ingleses. Aquela primeira, que nasceu lá atrás em meados de 2006, quando Mr. Turner ainda tinha a cara lotada de espinhas, com Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not e Favourite Worst Nightmare, em que era possível sentir de longe aquele cheiro de suor misturado com toddynho vindo de uma molecada que simplesmente queria fazer rock n’ roll e sabiam muito bem como fazer isso.

Passou, eles cresceram e aí começou aquela vontade de fazer o Feel Good Hit of the Summer e ninguém melhor que Josh Homme para ajudá-los. Voilá, temos então Humbug e Suck it and See (Whaattt??!!), uma fase mais adulta, mais séria, músicas mais bem trabalhadas, efeitos sonoros, guitarras psicodélicas, ficou até um pouco estranho pra quem conhecia os garotos dos discos anteriores, mas a qualidade se manteve, umas músicas ótimas, outras mais ou menos e os Arctic Monkeys iam levando suas vidas lembrando e ouvindo muito as discografias do Pink Floyd e do Led Zeppelin que o Matt Helders baixava no Napster quando tinha 16 anos.

Depois de salvar o rock e deixar o cabelo crescer, o que mais uma banda pode querer? Os Beatles fizeram isso, foram garotos prodígios e ídolos cult, o que mais pode ser feito? A resposta é muito simples, DINHEIRO.

Não quero dizer que os Monkeys são monstros gananciosos como boa parte do main stream musical da atualidade, mas o estilo proposto no AM é basicamente feito pra vender.  As músicas são muito mais digeríveis do que as do passado, refrões fáceis, riffs grudentos, backing vocals divertidos, sintetizadores e baladas bonitinhas. Se você colocar o AM pra tocar durante o almoço de domingo, até sua avó vai achar legal.  É nítido que eles retomaram o passado, fazendo um som mais divertido só que com uma qualidade, criatividade e elementos mais moderninhos.

AM é o título perfeito para o álbum se a intenção foi abreviar o nome da banda, é um ótimo portfólio para eles. Fica difícil não gostar desse disco.

Essencial: Do I Wanna Know?, R U Mine?, Mad Sounds e Arabella.

Pode Passar: One for the Road e I Wanna Be Yours

  • Haim – Days Are Gone

SIM! ~saiu~ o debut das irmãs californianas do Haim, mesmo que com poucas novidades. A data oficial é 30 de setembro, mas já é possível encontrá-lo nas interwebs.

Estratégia é a palavra que resume esse disco.  ~Mas Victor, porq estratégia?~, as Haim estão vagando pelos palcos desde de 2006, nessa época a Baby Haim, Alana tinha mais ou menos 15 anos, claro, naquela época elas estavam longe de serem profissionais apesar de terem nascido em um berço musical. Ninguém quis correr riscos, ao invés de lançar um disco logo de primeira elas foram crescendo pacientemente, pegando experiência de palco, se tornando mais conhecidas no meio musical, e aí só em 2012 que veio o primeiro registro, Forever EP, com 4 músicas.

2012 foi, talvez o ano em que o negócio começou realmente a funcionar, foram lançados os dois primeiros singles, Forever (originado do EP citado acima) e Don’t Save Me, que saiu sozinho mesmo. No ano seguinte mais duas novidades antes do primeiro álbum, Falling e The Wire, além dos singles algumas outras músicas se destacavam nos shows das irmãs como Better Of, Send Me Down, Go Slow e Honey and I, as irmãs carregavam consigo um repertório firme e de fácil acesso, qualquer pesquisinha rápida no YouTube e em 40 minutos você já conhecia todas as músicas da banda.

Aí vem a Estratégia, disco novo = músicas inéditas certo? ERRADO! Apesar dos elogios e de uma boa base de fãs, as Haim eram artistas ainda bem desconhecidas e então ao invés de trazer um monte de músicas novas elas usaram aquelas que já eram tão amadas por seus seguidores, e assim conseguiram trazer mais visibilidade ainda para seu primeiro álbum.

Days Are Gone é brilhantemente pop e se mostra natural, aquela artificialidade da música pop atual não existe no disco das irmãs Haim, elas, antes de tudo, estão preocupadas com a música e isso faz muito sentido, vide a vida das três, que desde pequenas sabem, no mínimo, tocar bateria. Pra quem já acompanhava as Haim anteriormente, serão apenas 4 boas novidades, If I Could Change Your Mind, Days Are Gone, My Song 5 e Running If You Call My Name.

O auge do disco vem no final, Go Slow e Let Me Go mostram a outra face das garotas (que pode ser encontrada também em Better Of e Send Me Down, músicas que não entraram no CD), as tracks são mais introspectivas e profundas e evidenciam o talento dessas três, principalmente quando elas dividem os vocais. Days Are Gone acaba se tornando um disco bem variado, é difícil perceber conexões entre as músicas, que apesar de ótimas, parecem que foram feitas para serem singles, o disco, às vezes, parece basicamente uma coletânea, um Greatest Hits, e se pensarmos bem, não deixa de ser verdade.

Legalzonas: Falling, The Wire e Go Slow

Legalzinhas: Nada por aqui, todas as faixas são ótimas!

  • Vanguart – Muito Mais que o Amor

O semáforo nunca esteve tão verde na carreira do Vanguart, Muito Mais que o Amor, 3º álbum dos cuiabanos, é o melhor e ponto. Leve, agradável e apaixonante, a forte carga emocional expressa pelo anterior, Boa Parte de Mim Vai Embora, foi embora mesmo, um conjunto de versos poéticos e belas melodias embalam essa ótima obra.

A adição, agora oficial, do violino de Fernanda Kostchak e do bandolim e o maior destaque aos teclados e violões mostraram uma evolução gigantesca da banda, mas a melhor parte são os vocais, a sintonia de Hélio Flanders e Reginaldo Lincoln está cada vez melhor e o primeiro deles se tornou um grande cantor, a precisão atingida por Hélio, sem abandonar suas particularidades vocais, é inédita e muito importante para o crescimento da banda.

A melhor parte fica no começo, as 4 primeiras faixas, Estive, Demorou Pra Ser, Eu Sei Onde Você Está e Meu Sol, são capazes de abrir qualquer sorriso, o destaque volta mais no final, a ótima balada Pra Onde Eu Devo Ir lembra até momentos clássicos do sertanejo romântico brasileiro, o lindo piano e a divisão de vocais de Hélio e Reginaldo são excelentes e Mesmo De Longe que é talvez a música mais adorável do trabalho, devido a sua simplicidade, da letra e da melodia.

Faltou apenas um grande hit, quem conhece os caras, conhece Semáforo e Mi Vida Eres Tu, singles que tinham uma diferença a mais, uma letra mais curiosa, trechos que realmente se destacavam entre todas as outras. O Vanguart conseguiu fazer ótimas novas músicas, mas nenhuma delas vai ser tão marcante quanto as duas citadas acima.

O disco é  muito simpático, é aquele som que te lembra a calma, a tranquilidade, a paz, ótimo para bons momentos da vida.

Cobertura: Eu Sei Onde Você Está, Meu Sol e Pra Onde Eu Devo Ir

Térreo: A Escalada das Montanhas de Mim MesmoPelo Amor do Amor

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