Dica da Semana: Jar of Flies

Durante o mês de Setembro,  o Alice in Chains (uma das minhas bandas favoritas) fez uma turnê pelo Brasil passando no Rock in Rio (19), em São Paulo (26) e em Porto Alegre (24), e, infelizmente não pude ver nenhum desses shows. Por isso, trago essa Dica da Semana trazendo o melhor “álbum” para as pessoas conhecerem a banda.

Alice in Chains é uma banda estadunidense de metal alternativo formada na cidade de Seattle em 1987. Lançaram seu primeiro álbum em 1990 com influências do glam rock e heavy metal, mas só fizeram sucesso com seu segundo álbum, Dirt, em 1992, com influências do movimento grunge que levou outras bandas de Seattle ao estrelato. Depois de uma longa turnê, a banda entra em estúdio e grava músicas mais acústicas, sem o intuito de lançá-las oficialmente. No entanto, a gravadora as divulga do mesmo jeito em um EP, se tornando um grande sucesso.

Jar of Flies, lançado em 1994, é o terceiro EP da banda e o primeiro trabalho do novo baixista MIke Inez com a banda: Jerry Cantrell (guitarra, backing vocal), Layne Staley (vocal) e Sean Kinney (bateria). Foi o primeiro EP (e o primeiro trabalho da banda) a chegar ao posto de número 1 da BIllboard 200, ganhando certificados de platina anos depois por mais de 2 milhões de cópias vendidas. A música I Stay Away ganhou uma nominação para melhor performance de Hard Rock no Grammy de 1995:

Site oficial da banda (em inglês)

Fan site

Facebook AIC Brasil

O single de No Escuses foi o de maior sucesso, sendo uma das músicas mais famosas da banda:

Antes de descrever as músicas, quero que vocês analisem o significado do nome do EP. De acordo com o vocalista Layne Staley, o título do álbum veio de um experimento científico que o guitarrista Jerry Cantrell conduziu na terceira série:

“Eles o deram dois jarros cheios de moscas. Um dos jarros eles superalimentaram, e o outro jarro eles subalimentaram. Aquele que eles superalimentaram floresceu por um tempo, então todas as moscas morreram pela superpopulação. Aquele que eles subalimentaram teve a maior parte de suas moscas sobrevivendo o ano todo. Eu acho que há uma mensagem nisso em algum lugar. Evidentemente esse experimento teve um grande impacto no Jerry.”

Com letras altamente críticas, esse trabalho mostra o lado cruel da sociedade e de suas relações pelo ponto de vista de uma pessoa deprimida e usuária de drogas. Nessa época, Layne já sofria de seu vício de drogas que culminou em sua morte anos depois, e esse disco retrata as suas impressões dessa luta contra o vício. Assim, temos um vocal mais sentimental e empolgado por parte de Layne, mostrando a sua voz maravilhosa. Cantrell trabalha muito bem em suas composições, combinando com o baixo de Inez e as batidas potentes de Kinney.

Percebemos também as outra influências da banda nesse disco: o experimental em Rotten Apple (a melhor música da banda na minha opinião); a composição acústica e sentimental de Nutshell; a pequena orquestra em I Stay Away; a balada irônica, se analisarmos a sua letra, que é No Excuses; a única música experimental da banda, a impressionante Whale & Wasp; o country com a típica gaita em Don’t Follow; e, o blues/rockabilly de Swing on This. Apesar de essas músicas serem de ritmos diferentes, a banda consegue traduzir esses ritmos com o seu estilo próprio, nesse EP sensacional, fácil de ouvir inteiro. Realmente, uma obra de arte que deveria ser mais divulgada.

Confira o show dos caras com a sua nova formação no Rock in Rio desse ano, pela transmissão do Multishow:

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