Placebo: som forte com poucas palavras

Mais uma vez nos desculpamos pelo atraso para trazer essa resenha. Na noite fria do dia 14 de abril de 2014, a banda britânica de rock 20140414_220248alternativo Placebo fez um show único no Brasil, tocando no Citibank Hall de São Paulo, para promover o seu sétimo álbum de estúdio, o Loud Like Love. Surgindo em 1994, a banda hoje é formada pelo vocalista e guitarrista andrógeno símbolo da banda Brian Molko, pelo carismático baixista e guitarrista Stefan Osldal  e pelo novo baterista Steve Forrest.  Nas apresentações de suas turnês, eles contam com a ajuda de palco de Bill Lloyd (baixo, teclado), Nick Gravilovic (guitarra, teclado) e Fiona Brice (violino, teclado, teremim).

Noite de segunda, uma semana depois do Lollapalooza Brasil, local distante na zona sul de São Paulo, clima de chuva e frio. Talvez esses foram os motivos para que o show não lotasse, trazendo um número considerável de 4 mil fãs para um show fechado. Ao chegar, eu esperava a presença de fãs com um visual mais punk, gótico, cheio de maquiagem e cabelos diferentes, devido ao som e visual da banda. Para minha surpresa, 20140414_232149certas pessoas pareciam que tinham saído dos shows de funk e sertanejo que tiveram no fim de semana nesse mesmo local.

O Mixhell, projeto do ex-baterista do Sepultura (Igor Cavalera) deixou um clima de balada com sua música eletrônica, fazendo algumas pessoas dançarem e aliviando o nervosismo de rever o Placebo depois de 4 anos. Show bem interessante, com músicas bem tocadas e uma boa presença de palco, diferente de muitos DJs por aí. Mas nada adiantava, o público esperava ansiosamente pelo Placebo, que se atrasou por meia hora.

Perto das 10 da noite, a banda aparece tocando B3, a música do single quase desconhecido lançado antes do seu último álbum, animando toda a plateia. Seguida por um tímido “Thank You” de Molko e pela também agitada For What It’s Worth. Para a performance de Loud Like Love, tivemos um dos momentos mais peculiares do show inteiro: durante o refrão, uma legião de fãs levantou cartazes “We are Loud Like Love”, recebido sem interesse por parte da banda.

20140414_220856          20140414_220925

Twenty Years, uma das melhores músicas da carreira e que realmente exemplifica toda a sonoridade da banda, segue sem muito ânimo pelos presentes. Panorama que muda completamente com a clássica Every You, Every Me, cantada por todos. Parecia que a maioria do público tinha ido para o show para escutar o novo hit da banda, Too Many Friends. Molko fez uma pequena alteração na letra da música para criticar os inúmeros fãs que gravavam o show em seus celulares e disputavam uma melhor posição para ter o melhor ângulo do vocalista, fazendo uma parede de celulares na cara dele.

Mais uma sequência de músicas do novo álbum bem recebidas pelos presentes, com palmas ritmadas em Scene of the Crime e entusiasmo em A Million Little Pieces. Speak in Tongues quebra essa sequência de novas músicas para seguirmos com Rob the Bank, Purify e Space Monkey, sem muita animação do público. O clima começa a mudar quando as músicas mais antigas aparecem, com Blind. Show a parte do baterista na nova Exit Wounds, e a já consagrada Meds com um começo mais intimista.

Sequência matadora com grandes clássicos da banda para levantar o astral de qualquer fã saudosista: Song to Say Goodbye, Special K (a música mais aclamada, dançada e cantada do show) e a ótima The Bitter End para terminar. Pausa para o bis, com poucos pedidos de volta da plateia, talvez por muitos já terem ouvido as que queriam ouvir e pela falta de carisma de Molko, que deixou a cargo de Olsdal e Ferret animar o show. Retorno com uma das primeiras músicas da banda, Teenage Angst, e o cover de uma das melhores músicas já feitas, Running Up That Hill, da britânica Kate Bush.

Para fechar, as agitadas e contagiantes Post Blue e Infra-Red, com uma jam incrível no final, um agradecimento da banda e um “See you again soon20140414_224648“.

Com um setlist previsível tocado durante praticamente a turnê inteira, temos um Placebo possivelmente cansado por ser o último show dessa turnê que não quis se arriscar muito, sem muito contato com o público. Mas isso não os atrapalhou à fazer um show empolgante, principalmente pelo clima que os fãs transmitiam e pelo som incrivelmente limpo que parecia ter sido tirado dos álbuns da banda. Molko continua cantando tão bem, que parece uma versão de estúdio. Todos os integrantes sabem muito bem o que estão fazendo, tirando o melhor de seus instrumentos. Para resumir: foi um show rápido de 1 h 40, sem interrupções e envolvimento do artista com o público, com um som perfeito. Um show voltado para fãs, mas que animaria qualquer um pelas boas músicas e pelo clima empolgante que deixava no público.

 

20140414_232201   20140414_222909

20140414_232219  20140414_222852

20140414_233947

O Vinew também está no Facebook, no Twitter e no YouTube

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s