Saiba tudo sobre a nova banda Supernós

Em um post diferente do usual, conversamos com a  Supernós, uma banda de Itapeva-SP, formada por Sarah Arcanjo (vocal), Rodolfo Braga (guitarra), Lucas Silva (guitarra), Thalles Macedo (baixo) e Josué “Hare” (bateria). Eles estão divulgando o primeiro single deles Syntonize, lançado dia 7 de fevereiro.

Para essa entrevista, tivemos um papo divertido com o Rodolfo, o Lucas e o Hare que vão nos contar tudo sobre a banda. Confira:

Vinew: Vocês têm algum líder, alguém que fala em nome da banda?

Rodolfo: Acho que cada um responde por si.

Lucas: “Se tem um líder, a gente não achou ainda”, diz brincando.

V: Como a banda surgiu?

L: A gente começou no meio de outubro de 2016, dai começamos a ensaiar. A primeira ideia já de cara era fazer som autoral. Nós tínhamos alguns amigos em comum. Eu, o Rodolfo e o Thalles já tocamos em outra banda, a Pink Big Balls (PBB) faz 11 anos juntos, com 2 discos e um EP lançado. Ai a gente estava querendo fazer outro projeto autoral e através de amigos em comuns, fomos achando as pessoas certas para começar. No caso o Rodolfo convidou o Hare.

R: E o Hare trouxe a Sarah, a vocalista. A gente já começou a desenhar essa formação e daí rolou.

V: E seus outros projetos?

R: O Hare toca em uma outra banda aqui da cidade que se chama Pet Food Blues à dois anos. A Sarah estuda violão no Conservatório de Tatuí e tem um duo de violão na cidade.

V: Itapeva não é uma cidade muito grande, certo? Como é trabalhar com música em uma cidade pequena?

L: Assim, como em outras cidades, a galera curte um lance mais de cover. Tem bastante lugar para tocar, tem bares legais, mas ainda o autoral é meio difícil de trabalhar. Desde 2010, a gente começou um projeto de trazer bandas autorais para cá, chamado Toma Roque. Esse projeto ainda existe, só que é trabalho de formiguinha, a gente tenta sempre levar o autoral à outros níveis aqui. Mas é complicado, um processo bem devagar.

V: Como está sendo a interação com o público das bandas anteriores ?

L: A primeira visão que a gente tem é que o público entende que se trata de um projeto novo, que se percebe de cara com o vocal da Sarah, além do experimental em que a gente explora outras coisas. Nesses projetos paralelos, sempre vai ocorrer isso. Você vai explorar alguma coisa que não cabe no seu projeto anterior. Então, naturalmente acaba sendo diferente e o público parece que já captou de cara.

V: Todos vocês participaram das composições?

L: As primeiras composições são do Rodolfo. Até no primeiro single que estamos trabalhando, Syntonize, a letra é dele. Desde o começo fomos mexendo com as composições, até esse é o objetivo, trabalhar com as nossas próprias músicas. Mas isso requer mais tempo, para você criar um repertório legal para o show. Mas estamos em um processo bem legal das composições.

R: Mas está aberto. Tem músicas minhas, do Thalles e do Lucas. Mas a galera sempre está trazendo alguma coisa também.

L: O objetivo é que todos colaborem com a composição para o EP, que estamos trabalhando para lançar mais para frente.

V: Quais seriam as suas influências?

L: Cada um teria sua influência claro. A gente ainda está em processo de descoberta, mas a gente já está vendo bastante coisa em comum. No caso do rock, tem Titãs, Arnaldo Antunes, que gostamos bastante. Tem Clube da Esquina no MPB. Outras influências seriam o David Bowie, Paul Mccartney, Radiohead, Arctic Monkeys.

V: Quando ouvimos o último single de vocês, sentimos uma influência de Tropicália. É uma influência presente também?

L: Não sei se diretamente, mas sempre vai ter.

R: Sempre vai ter. A gente gosta bastante também. Talvez a gente não lembre de citar como influência, mas por ouvir bastante, você acaba carregando um pouco disso com certeza.

L: Tem bastante coisa que a gente ouve da carreira solo do Gilberto Gil, principalmente.

Divulgação
Divulgação

V: Por que o nome Supernós?

L: Em outubro já começamos a ensaiar e compor. Ai, a gente acabou tendo músicas antes de ter o nome da banda. Então fomos compondo, e “Agora? Qual vai ser o nome? Precisamos escolher!” e ficávamos nessa.

R: “A gente já chegou a gravar o single e não tinha o nome da banda”, comenta brincando.

L: Verdade, bem lembrado. Então demorou um pouco, só que a gente não queria escolher um nome aleatório. Tinha que ser alguma coisa que dialogasse com a proposta da banda. Proposta essa que estávamos descobrindo também. O Syntonize, a primeira música que a gente começou a mexer,por exemplo, fala sobre certos assuntos que o Rodolfo pode explicar melhor.

R: Eu me inspirei para escrever essa letra depois que terminei de ler um livro chamado A Data Limite, escrito pela Rebeca Rezende e  o Juliano Pozati. O livro é baseado em uma teoria do Chico Xavier. Entre várias coisas, ele fala sobre você sintonizar as coisas boas que estão acontecendo no mundo. Tem muita coisa ruim que ganha cada vez mais Ibope e mídia, só que tem muita coisa boa acontecendo também, só que as pessoas não percebem. Ele diz para optar por esse caminho de tornar as coisas boas cada vez maiores. E a letra vai de encontro com isso.

L: Então, voltando ao nome. A gente tinha essa música com esse tema. E queríamos achar alguma coisa que lidasse com isso para não ficar algo solto. E demorou. Cada um falava algo, e chegávamos e não chegávamos em um consenso. Até que a gente descobriu uma palavra chamada “superno”, algo elevado. Ficamos no superno, mas não soava tão legal. Superno… Super nó! Super nó é legal, já que o nó tem o lance do entrelaçamento, tem a ver com essa conexão. Ai chegamos no Supernós, que tem o pronome “nós” com essa mesma vibe da conexão, ligações e tudo mais. Dai chegamos no nome. Um processo longo, mas acho que deu para passar a mensagem.

V: Vocês tem algum trabalho futuro em mente?

R: No dia 3 de março, vamos lançar na nossa página do Facebook e em todas as plataformas digitais, um remix do Syntonize que foi feito em parceria com o Maestro Billy que mora hoje na Alemanha. Um contato que já temos faz tempo via internet , e que rolou de fazer esse trabalho conjunto e vai ser lançado agora. Depois, o plano é que saia o EP com 6 músicas que deve sair entre os meses de maio ou junho.

V: Como vai ser a gravação? Vão fechar com algum selo?

L: “No começo vai ser independência total, mas estamos abertos a propostas”, brinca.

V: Vocês já estão compondo as próximas músicas?

L: Sim, já temos bastante coisa. Antes de lançarmos o Syntonize, a gente lançou um acústico chamado Fica a Canção, um esboço do que seria uma música que entrará no EP. A gente lançou antes como algo não oficial, mas está lá na página da banda. Então temos sim várias outras composições com violão, tem algumas que a gente já gravou em estúdio e estamos nesse processo.

V: Como está sendo a dinâmica das gravações? 

Hare: Eu particularmente não tinha experiência com isso. O pessoal já tem experiência de gravação com a outra banda, já sabem o caminho. Para mim, do jeito que a gente está fazendo está bem tranquilo, está fluindo. Está tudo bem tanto nos ensaios, quanto no estúdio. Todo mundo dá uma ideia, ouve na hora e diz se acha que tem que mudar alguma coisinha. Então quando todo mundo da a sua opinião, fica bem a cara de todos mesmo. O som está saindo bem bacana.

R: As gravações estão acontecendo no Gerson Studio, aqui em Itapeva mesmo e quem está fazendo a mixagem e masterização para nós é o João Antunes do Wry de Sorocaba, sócio do Asteroid.

V: Parece que vocês estão tendo uma interconexão com várias cidades, não? Tatuí, Sorocaba.

R: “O lance é esse mesmo de conexão, para o som ficar mais legal”, comenta brincando.

V: Estão pensando em parcerias com outras bandas, participações especiais?

R: A gente conversou bastante sobre isso, uma ideia que a gente tem sim. Não pensamos em nenhuma banda muito específica para fazer isso.

L: Hoje em dia. cada vez mais esse é o caminho. É a parceria, a cena se fortalecendo e tudo mais. As bandas crescendo juntas, as vezes uma puxando as outras. Essa é a tendência de agora. Temos bastante bandas parceiras que a gente já trouxe para Itapeva, tipo Monoclub, a Paula Cavalciuk que não tivemos a oportunidade de trazer, mas a gente conhece bastante de perto. Tem bastante banda legal, outras que trouxemos para cá, como o Rafael Castro, Circo Motel, Laia. A gente já fazia essa parceria mas não de gravar junto, mas tocar junto já fazíamos antes com os projetos que a gente teve.

V: O que vocês veem para o futuro da banda?

L: Acho que é um processo devagar. Primeiro o que temos em mente é lançar o EP. Estamos trabalhando para isso, fazer bastante show, trabalhar bastantes nas músicas e a banda vai ganhando peso.

V: Para finalizar, vocês podem dar dicas de bandas que representam a cena nacional.

R: Duas bandas que tenho ouvido muito ultimamente é o Selvagens à Procura de Lei. Eu acho o disco Praieiro muito bom. E o Far From Alaska, que eu gosto bastante.

L: Além de outras bandas que estão no cenário: The Baggios, O Terno, essas são a de praxe.  Tem bastante banda legal surgindo. Talvez seja uma das melhores épocas do cenário independente, está surgindo muita coisa legal.

Para saber mais sobre a banda, procure no Facebook, Instagram, Twitter. Mande um e-mail para: contato@supernos.com. E você pode ouvi-los nas plataformas digitais: Spotify, Soundcloud e Deezer.

PS: Esse post era para ser outra edição de nosso podcast, mas por problemas no áudio devido a conexão, achamos melhor transcrever a conversa. Espero que gostem mesmo assim.

O Vinew também está no Facebook, no Twitter, no YouTube e no Snapchat: vinewblog

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